O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a rejeição do registro de candidatura de Márcio Canella (União Brasil), deputado estadual eleito no Rio de Janeiro com 197.178 votos, segundo a manifestação apresentada pela Procuradoria-Geral Eleitoral.
Canella foi preso em 15 de outubro, durante a 8ª fase da Operação Unha e Carne. Ele é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e formação de cartel. De acordo com a investigação, o político seria apontado como articulador de um grupo que usaria postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro.
No documento, o MPE afirma que há elementos sobre a relação de Canella com grupos milicianos. O órgão também sustenta que ele teria nomeado pessoas apontadas como lideranças milicianas para cargos de primeiro escalão quando foi prefeito de Belford Roxo.
A manifestação foi assinada pelo vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa. Segundo o MPE, a ausência de condenação criminal pelos fatos investigados não impede o reconhecimento de eventual impedimento eleitoral, diante do conjunto de elementos reunidos.
O político também foi preso em julho, na 6ª fase da operação, após agentes encontrarem um fuzil em seu carro. Canella afirmou, na ocasião, que a arma não lhe pertencia.
Canella foi eleito prefeito de Belford Roxo em 2024, mas renunciou ao cargo para disputar inicialmente uma vaga no Senado. A defesa afirmou que o MPE não impugnou o registro quando foi provocado em setembro e disse esperar que o TSE reconheça que não houve alteração na situação jurídica do candidato.
Fonte: g1