Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) realizaram neste sábado (24) os últimos atos de campanha antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25), em São Paulo e no Rio de Janeiro, respectivamente.
Lula encerrou a campanha na Avenida Paulista, após participar pela manhã de uma mobilização na praia de Copacabana. Antes de percorrer a avenida em um carro aberto, o petista afirmou que a sociedade brasileira quer uma mudança estrutural e que seu adversário representa o retrocesso.
O candidato disse que esta é sua campanha mais emocionante desde 1989, quando disputou pela primeira vez a Presidência, e afirmou estar convencido de que vencerá a eleição. Lula também voltou a chamar Flávio de "miliciano" e mencionou a atuação do senador como advogado na defesa de um policial militar acusado de matar a menina Ana Clara, de 5 anos, com um tiro de fuzil.
O presidente estava acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do ex-ministro Fernando Haddad (PT), do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), e das ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet (PSB).
Flávio Bolsonaro escolheu a Barra da Tijuca, no Rio, para o encerramento. A carreata começou na Praça do Ó, na Praia da Barra, e seguiu por menos de 1 quilômetro até o condomínio Vivendas da Barra, onde a família Bolsonaro tem uma casa.
O senador participou do ato ao lado de aliados, entre eles o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o governador eleito do Rio, Douglas Ruas (PL). A concentração reuniu motociclistas e caminhonetes.
Manifestantes exibiram faixas com a frase "Fora Lula", críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, máscaras do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e bandeiras de Israel. Durante o trajeto, uma criança com uma bandeira da campanha de Flávio foi transportada sobre uma viatura da Polícia Civil.
Fonte: O Globo