Milhares de apoiadores participaram na manhã deste sábado, 24 de outubro, de atos de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Rio de Janeiro, e de Flávio Bolsonaro (PL), em Belo Horizonte, na véspera do segundo turno da eleição presidencial.
Lula percorreu a Avenida Atlântica, em Copacabana, na parte traseira de uma picape. Antes do início do trajeto, afirmou estar otimista com a possibilidade de reeleição e disse que os eleitores devem escolher uma mudança que, segundo ele, represente avanço em relação ao governo de Jair Bolsonaro.
Durante a fala, o candidato do PT acusou o adversário de ser um miliciano, mas não apresentou provas para sustentar a afirmação. Lula também declarou que pretende atuar para devolver ao jogador Richarlison um terreno na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), que é objeto de disputa judicial envolvendo o atleta e o advogado Willer Tomaz, apontado como amigo de Flávio Bolsonaro.
O ato em Copacabana teve um contratempo quando um dos pneus da caminhonete furou. Lula trocou de veículo e seguiu até se despedir dos apoiadores para viajar a São Paulo, onde participaria de outro compromisso de campanha na Avenida Paulista.
Em Belo Horizonte, Flávio Bolsonaro reuniu apoiadores na Praça da Liberdade e esteve ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e do governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos).
Flávio não fez discurso formal nem concedeu entrevista, mas falou com apoiadores durante o percurso. Nikolas Ferreira afirmou que o candidato subiria a rampa do Palácio do Planalto acompanhado do ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto o locutor do ato conduziu uma oração do Pai-Nosso e adaptou seu encerramento com uma crítica ao PT.
No primeiro turno, Flávio teve 48,24% dos votos válidos em Minas Gerais, contra 43,33% de Lula. Após o ato, o candidato do PL seguiria para o Rio de Janeiro, onde faria a última mobilização de rua antes do segundo turno.
Fonte: O Globo