O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou nesta sexta-feira (24) que a Meta e o X apresentem, a cada seis horas, relatórios sobre o alcance das publicações do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do influenciador Pablo Marçal até o segundo turno das eleições presidenciais.
A decisão acolheu parcialmente pedidos da coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As plataformas deverão informar, neste sábado (25) e domingo (26), o número de visualizações, a proporção de seguidores e não seguidores alcançados e os mecanismos usados para distribuir os conteúdos.
Meta e X também terão de comunicar eventuais intervenções manuais ou alterações nos algoritmos que possam ter influenciado o alcance das publicações. O objetivo é permitir que a Justiça Eleitoral acompanhe a circulação dos conteúdos e verifique eventual favorecimento artificial nas redes sociais.
Cueva determinou ainda que a Meta deixe de recomendar a usuários que não seguem os perfis de Nikolas e Marçal novas publicações que mencionem candidatos, partidos políticos ou a eleição. A medida entrou em vigor à meia-noite deste sábado e vale até o encerramento da votação do segundo turno, no domingo.
A restrição não impede novas publicações dos dois nem o acesso dos seguidores aos conteúdos. Segundo o ministro, a determinação busca assegurar o cumprimento de uma política da própria Meta, que afirma não recomendar proativamente conteúdos políticos a usuários que não seguem as contas.
Na decisão, Cueva afirmou que dados apresentados anteriormente pelas plataformas mostram ampla circulação das publicações, inclusive entre usuários que não seguem os perfis. O ministro ressaltou, porém, que as informações não permitem concluir que houve manipulação algorítmica ou tratamento privilegiado.
As empresas também deverão manter canais prioritários de comunicação com a Corregedoria-Geral Eleitoral durante o fim de semana e dar tratamento urgente a eventuais ordens de remoção ou restrição de conteúdos.
Fonte: O Globo