Os Centros de Vigilância Sanitária e Epidemiológica do Estado de São Paulo, junto com a Vigilância Epidemiológica Municipal, inspecionaram nesta sexta-feira (23) o Hospital Salvalus, na Mooca, Zona Leste da capital, após a divulgação de mortes de bebês na unidade.
Segundo os órgãos, a inspeção avalia as circunstâncias de 35 óbitos registrados neste ano. As equipes verificaram as condições de funcionamento das unidades neonatal e pediátrica, os protocolos de higienização e prevenção de infecções, os indicadores assistenciais e eventuais mudanças no perfil de atendimento, principalmente entre pacientes de alta complexidade.
A Polícia Civil investiga seis mortes no hospital, em apuração conduzida pelo 8º Distrito Policial. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, os casos envolvem crianças de zero a três anos e incluem suspeitas relatadas de infecções hospitalares, sepse e outras complicações, mas as causas ainda são investigadas.
A assistente jurídica Eduarda Fragnan Gomes, que representa três mães, afirma que acompanha pelo menos 19 famílias que perderam filhos após cirurgias realizadas no hospital nos últimos seis meses. A Polícia Civil informou que ouve profissionais de saúde e testemunhas e analisa os prontuários médicos para esclarecer as mortes.
O Hospital Salvalus, que pertence à rede Hapvida, do grupo NotreDame Intermédica, disse não ter recebido notificação formal sobre os procedimentos mencionados. Em nota, a instituição afirmou que os casos têm históricos clínicos distintos e que, até o momento, não foi identificada origem infecciosa comum entre os atendimentos examinados.
As vigilâncias informaram que a documentação coletada será analisada prioritariamente para orientar eventuais medidas administrativas previstas na legislação. O hospital declarou que permanece à disposição das autoridades, preservando o sigilo médico e a privacidade dos pacientes.
Fonte: G1