As vigilâncias Sanitária e Epidemiológica do Estado de São Paulo e a Vigilância Epidemiológica Municipal inspecionaram nesta sexta-feira (23) o Hospital Salvalus, na Mooca, Zona Leste da capital, após o registro de mortes de bebês na unidade em 2026.
Segundo os órgãos, a inspeção avalia as circunstâncias de 35 óbitos registrados neste ano. As equipes verificaram as condições de funcionamento das unidades neonatal e pediátrica, os protocolos de higienização e prevenção de infecções, os indicadores assistenciais e eventuais mudanças no perfil de atendimento, especialmente entre pacientes de alta complexidade.
A documentação coletada será analisada para orientar a adoção de medidas administrativas previstas na legislação. A inspeção não estabelece, por si só, relação entre os óbitos e uma causa comum.
A Polícia Civil investiga seis mortes no 8º Distrito Policial, no Brás. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, os casos envolvem crianças de zero a três anos, e a investigação inclui a análise de prontuários e depoimentos de profissionais de saúde e testemunhas.
Representantes de famílias afirmam que há outros casos de crianças que teriam morrido após cirurgias na unidade. As alegações ainda são apuradas pelas autoridades e não foram confirmadas como decorrentes de uma mesma causa.
Em nota, o Hospital Salvalus afirmou que não recebeu notificação formal sobre os procedimentos mencionados e que está à disposição das autoridades. A instituição declarou que os casos têm históricos clínicos distintos e que, nas avaliações realizadas até o momento, não foi identificada origem infecciosa comum.
O hospital pertence à rede Hapvida, do grupo NotreDame Intermédica, e atende pacientes de alta complexidade, incluindo crianças prematuras, com malformações, síndromes genéticas e quadros infecciosos. A Polícia Civil informou que realiza diligências para esclarecer as causas das mortes.
Fonte: G1