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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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SAÚDE

Vigilâncias inspecionam Hospital Salvalus após mortes de bebês em 2026

Vigilâncias estadual e municipal inspecionaram o Hospital Salvalus após mortes de bebês; Polícia Civil investiga seis casos.

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As vigilâncias Sanitária e Epidemiológica do Estado de São Paulo, em conjunto com a Vigilância Epidemiológica Municipal, inspecionaram nesta sexta-feira (23) o Hospital Salvalus, na Mooca, Zona Leste da capital, após o registro de mortes de bebês na unidade.

Segundo os órgãos, a inspeção avalia as circunstâncias de 35 óbitos registrados neste ano. As equipes verificaram as condições de funcionamento das unidades neonatal e pediátrica, os protocolos de higienização e prevenção de infecções, os indicadores assistenciais e eventuais mudanças no perfil de atendimento, especialmente entre pacientes de alta complexidade.

A documentação recolhida será analisada para orientar a adoção de medidas administrativas. A Polícia Civil também investiga seis mortes no hospital, em apurações conduzidas pelo 8º Distrito Policial, no Brás.

De acordo com as informações divulgadas, as crianças tinham entre zero e três anos e teriam apresentado sepse e outras complicações. A assistente jurídica Eduarda Fragnan Gomes, que representa três mães, afirmou que acompanha pelo menos 19 famílias que perderam filhos após cirurgias realizadas no hospital nos últimos seis meses, mas esses relatos ainda dependem de apuração policial e técnica.

Em nota, a Polícia Civil informou que realiza diligências, incluindo depoimentos de profissionais de saúde e testemunhas e análise dos prontuários médicos, para esclarecer as causas das mortes.

O Hospital Salvalus, que pertence à rede Hapvida, do grupo NotreDame Intermédica, disse não ter recebido notificação formal sobre os procedimentos mencionados e afirmou estar à disposição das autoridades. A instituição declarou que os casos têm históricos clínicos distintos e que, até o momento, não foi identificada uma origem infecciosa comum entre os atendimentos examinados.

Fonte: g1

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