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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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Rússia e Ucrânia confirmam cessar-fogo humanitário em Oleshky

Rússia e Ucrânia confirmam trégua humanitária em Oleshky, na região de Kherson, para entrada de ajuda e possível evacuação de civis.

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Rússia e Ucrânia confirmaram nesta sexta-feira (23) um cessar-fogo humanitário em Oleshky, cidade ocupada na região de Kherson, no leste ucraniano. Segundo a Casa Branca, a pausa permitirá a entrada de ajuda e a evacuação de civis por um corredor seguro.

O governo dos Estados Unidos atribuiu a mediação do acordo à primeira-dama Melania Trump, que teria mantido contato com representantes dos dois países para definir os termos da operação. A duração da trégua ainda não foi informada.

A Casa Branca afirmou que o cessar-fogo começará em 29 de outubro. Valery Gerasimov, chefe do Estado-Maior russo, disse que a suspensão das atividades militares será implementada a partir de 27 de outubro, dois dias antes do prazo anunciado pelos americanos.

Representantes russos e ucranianos deverão avaliar as condições dos cerca de 2 mil moradores que permanecem na cidade e definir os próximos passos da operação. Antes da guerra, Oleshky tinha aproximadamente 24 mil habitantes.

De acordo com o comunicado americano, os moradores enfrentam falta de água, gás, alimentos e atendimento médico. O comissário para Direitos Humanos do Parlamento ucraniano, Dmytro Lubinets, afirmou que o acordo permitirá a entrega de ajuda e a saída de civis que desejarem deixar a cidade, mas classificou a operação como difícil de executar.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o período da trégua ainda está em negociação e elogiou a atuação de Melania Trump. O Vaticano também informou que o papa Leão XIV pediu ao presidente russo, Vladimir Putin, um cessar-fogo e manifestou preocupação com a situação humanitária em Oleshky.

O anúncio ocorreu após reuniões do enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, com Putin e com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Segundo o conteúdo divulgado, os dois lados sinalizaram a possibilidade de retomar negociações técnicas sobre o conflito no próximo mês, embora continuem divergindo sobre as condições do pós-guerra.

Fonte: O Globo

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