Uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada entre 16 e 19 de outubro nos Estados Unidos mostra que 35% dos americanos defendem uma nova tentativa de execução quando o primeiro procedimento falha. Outros 39% preferem que o condenado cumpra prisão perpétua, enquanto 26% não souberam responder.
O levantamento foi feito após o caso de Christa Pike, de 50 anos, que sobreviveu a duas tentativas de aplicação de injeção letal em setembro, em Nashville, no Tennessee. Ela recebeu duas doses de pentobarbital, foi levada inconsciente a um hospital e só recuperou a consciência cinco dias depois.
A pesquisa também aponta que 55% dos entrevistados apoiam a pena de morte para condenados por crimes considerados gravíssimos. O índice caiu em relação a 2017, quando 63% declararam apoio à pena capital; atualmente, 31% são contrários e 13% não souberam ou não quiseram responder.
A preferência por uma nova execução varia conforme a identificação partidária. Entre republicanos, 52% apoiam a repetição do procedimento e 31% preferem a prisão perpétua; entre democratas, os percentuais são de 24% e 51%, respectivamente. Entre independentes, 28% defendem uma nova tentativa e 35% optam pela prisão perpétua.
O caso de Pike reacendeu o debate sobre a possibilidade de realizar uma segunda execução após uma tentativa malsucedida. Ela foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, sua colega de 19 anos, cometido em 1995.
A maioria dos entrevistados, 71%, também considerou inadequada a transmissão de execuções pela televisão ou pela internet. A pesquisa ouviu 1.679 adultos e tem margem de erro de dois pontos percentuais.
Fonte: O Globo