Por determinação do presidente Donald Trump, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos pediu nesta sexta-feira (23) que a certificação da eleição para o Senado no Alasca seja suspensa caso a democrata Mary Peltola vença a disputa. O órgão afirma que dois candidatos com nomes semelhantes podem confundir os eleitores.
O questionamento envolve Daniel J. Sullivan, candidato independente registrado como republicano, e o atual senador republicano Daniel S. Sullivan. O desafiante foi derrotado nas primárias do partido e aparece com menos de 5% das intenções de voto, segundo o conteúdo original.
De acordo com a média de pesquisas compilada pelo RealClearPolling, Peltola tem 49,4% das intenções de voto, contra 48,2% do senador Sullivan. O Departamento de Justiça quer uma investigação para determinar se votos destinados a Daniel J. Sullivan foram, na realidade, dados ao senador, embora as cédulas não sejam identificadas por causa do sigilo do voto.
A Suprema Corte do Alasca autorizou em junho a participação dos dois candidatos na eleição marcada para 3 de novembro. O estado adota um sistema de votação por ordem de preferência, que já foi criticado por Trump.
Vanita Gupta, que foi procuradora-geral adjunta durante o governo Joe Biden, afirmou à CNN que nenhuma lei federal autoriza a medida e que cabe ao Alasca definir os candidatos na cédula, contar os votos e certificar o resultado.
A campanha de Sullivan disse que deixará o processo seguir seu curso. Um porta-voz de Peltola classificou a iniciativa como uma tentativa de anular uma eleição e afirmou que a candidata defenderá o direito dos eleitores do Alasca de escolher seus representantes.
A disputa ocorre em meio à ofensiva judicial do governo Trump antes das eleições legislativas de novembro, que renovarão toda a Câmara e um terço do Senado. Pesquisas citadas no conteúdo original indicam que os republicanos podem perder o controle de uma ou das duas Casas.
Fonte: O Globo