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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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Estudo estima 50 mil mortes por calor em cidades europeias no verão

Estudos estimam que ondas de calor causaram 50.391 mortes em áreas urbanas europeias no verão de 2026, três vezes mais que sem o aquecimento global.

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Ondas de calor provocaram uma estimativa de 50.391 mortes em 854 áreas urbanas de 30 países europeus durante o verão de 2026, segundo dois estudos revisados por pares divulgados nesta sexta-feira (23). Os pesquisadores afirmam que o número foi cerca de três vezes maior do que seria em um cenário sem o aquecimento causado pela queima de combustíveis fósseis.

O levantamento aponta que o verão de 2026 foi o mais letal deste século entre as áreas analisadas. O calor teria causado cerca de 29.480 mortes no segundo verão mais mortal, em 2022, e 28.462 em 2003.

As estimativas foram calculadas com base em fatores como características demográficas, condições socioeconômicas e disponibilidade de serviços de saúde. Os pesquisadores não usaram apenas registros oficiais, que geralmente contabilizam mortes por insolação, mas podem não incluir doenças cardiovasculares e respiratórias agravadas pelas altas temperaturas.

Os estudos analisaram cidades e vilarejos dos 27 países da União Europeia, além de Reino Unido, Noruega e Suíça. As áreas reúnem cerca de 40% da população desses países e foram escolhidas porque havia dados suficientes para estimar a mortalidade associada ao calor desde 2000.

Segundo os cientistas, a principal causa do aumento em 2026 foi a intensidade e a duração das ondas de calor, que atingiram grandes áreas do continente. Clair Barnes, cientista climática do Imperial College London e principal autora dos estudos, afirmou que o aquecimento provocado pela atividade humana elevou substancialmente a mortalidade.

Para estimar a influência das mudanças climáticas, os pesquisadores compararam as temperaturas observadas com simulações de um mundo em que carvão, petróleo e gás não tivessem aquecido o planeta. O resultado também considerou o crescimento da população urbana, mas os autores disseram que a diferença não foi explicada apenas por mudanças demográficas.

Fonte: O Globo

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