O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou nesta sexta-feira (23) o fechamento total da Cisjordânia após um ataque a tiros em Hebron que deixou cinco israelenses feridos, dois em estado grave. Os dois atiradores foram mortos em uma troca de tiros com militares.
Segundo as informações divulgadas, os homens usavam roupas pretas e abriram fogo contra um grupo de militares em um posto de controle ao norte de Hebron, no sul da Cisjordânia. Um deles portava um fuzil e o outro, uma pistola.
Netanyahu também determinou o fechamento imediato de Hebron e pediu ao Exército que se preparasse para ampliar a medida a toda a Cisjordânia. Em comunicado, o gabinete do primeiro-ministro afirmou que as forças de segurança impediram um ataque de grande amplitude.
O ataque ocorreu quatro dias antes das eleições legislativas israelenses, previstas para terça-feira (27). O Likud, partido de Netanyahu, cancelou eventos programados para esta sexta-feira.
O Hamas não reivindicou a autoria, mas classificou o episódio como uma “operação heroica”. O Exército israelense anunciou operações nas casas dos supostos agressores e de outros suspeitos, além de ações no local do ataque e em outras áreas do território palestino.
O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, afirmou ter ordenado a demolição de prédios próximos ao local, que chamou de “construções árabes ilegais”. Já o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, defendeu o desmantelamento e a desmilitarização da Autoridade Palestina.
De acordo com o Magen David Adom, serviço israelense de emergência, os cinco feridos são israelenses na faixa dos 20 anos. As autoridades não informaram se eles eram soldados.
Fonte: O Globo