O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou nesta sexta-feira, 23 de outubro, o fechamento imediato de Hebron e determinou preparativos para um bloqueio total da Cisjordânia após um ataque a tiros que deixou cinco israelenses feridos, dois deles em estado grave. Os dois atiradores foram mortos em uma troca de tiros com militares.
O ataque ocorreu pela manhã em um posto de controle ao norte de Hebron, no sul da Cisjordânia. Segundo relatos no local, dois homens vestidos de preto abriram fogo contra um grupo de militares usando um fuzil e uma pistola.
O Exército israelense informou que encontrou o veículo usado pelos suspeitos com uma grande quantidade de munição. Para as autoridades, o material indicava a possibilidade de um ataque de maior escala.
Em comunicado, Netanyahu afirmou que as forças de segurança impediram um ataque de grandes proporções e pediu ao partido Likud o cancelamento dos eventos previstos para esta sexta-feira. O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, tenente-general Eyal Zamir, classificou o episódio como um ataque terrorista grave.
O ataque não havia sido reivindicado inicialmente por grupos palestinos. O Hamas, porém, classificou o episódio como uma operação heroica.
O Exército anunciou operações nas residências dos supostos autores e de outros suspeitos, além de ações no local do ataque e em outras áreas da Cisjordânia. O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, afirmou ter ordenado a demolição de prédios próximos, que chamou de construções árabes ilegais.
O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, defendeu o desmantelamento e a desmilitarização da Autoridade Palestina. O ataque ocorreu quatro dias antes das eleições legislativas israelenses, marcadas para terça-feira, 27 de outubro.
Hebron é dividida em dois setores: um administrado pelas autoridades palestinas e outro, onde vivem colonos israelenses, controlado pelas Forças Armadas de Israel. A região tem sido marcada por tensões entre agricultores palestinos e colonos israelenses durante a colheita de azeitonas.
Fonte: O Globo