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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

JUSTIÇA

MP pede volta à prisão preventiva de empresário acusado de agredir a mulher em SP

Ministério Público de SP recorre contra a soltura de empresário acusado de agredir a mulher e pede o restabelecimento da prisão preventiva.

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O Ministério Público de São Paulo recorreu nesta quinta-feira (22) contra a decisão que revogou a prisão preventiva do empresário Ivo Vel Kos, acusado de agredir a esposa, a cirurgiã-dentista Giulia Falcão, em Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista.

Preso desde 15 de agosto, Ivo deixou a Penitenciária de Potim II na quarta-feira (21), após a Justiça substituir a prisão por medidas cautelares, como monitoramento eletrônico, restrições de deslocamento e ampliação das medidas protetivas destinadas à vítima.

Na decisão, a magistrada considerou a formalização do divórcio, a manifestação de Giulia de que não se sentia mais ameaçada, as condições pessoais do acusado, a necessidade de tratamento médico e o período de mais de dois meses de prisão. Ivo se tornou réu por lesão corporal e ameaça.

Os promotores Fabíola Sucasas, Mariana Pieragnoli e Pedro Alonso sustentam que o acordo de divórcio e a manifestação da vítima não eliminam o risco de novas agressões. Segundo o recurso, o caso envolve alegações de agressões físicas prolongadas, ameaças de morte, uso de arma de choque, taco de beisebol e privação da liberdade da mulher.

O Ministério Público também afirma que o histórico do relacionamento indicaria episódios de violência seguidos por reconciliações e retirada de medidas protetivas. A acusação contesta ainda os argumentos relacionados à saúde do empresário e ao prazo da prisão preventiva, considerado compatível com a complexidade do processo após o aditamento da denúncia.

Além de pedir o restabelecimento da prisão, os promotores solicitaram novas restrições, como a proibição de o empresário morar perto da vítima e de testemunhas, monitoramento com alerta de aproximação, apreensão de armas e objetos mencionados nas agressões, proibição de contato com testemunhas e participação em programas de reeducação e acompanhamento psicossocial. A defesa de Ivo foi procurada e, segundo o g1, não havia se manifestado até a publicação da reportagem.

Fonte: g1

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