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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

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35% dos americanos apoiam nova execução após tentativa fracassada

Pesquisa Reuters/Ipsos mostra que 35% dos americanos apoiam uma nova execução após uma tentativa malsucedida.

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Pesquisa Reuters/Ipsos realizada entre 16 e 19 de outubro mostra que 35% dos americanos defendem uma nova tentativa de execução quando o primeiro procedimento falha. O levantamento foi divulgado após o caso de Christa Pike, que sobreviveu a duas aplicações de injeção letal no Tennessee, em setembro.

Outros 39% dos entrevistados preferem que o condenado cumpra prisão perpétua, enquanto 26% não souberam ou não quiseram indicar uma alternativa.

Pike, de 50 anos, recebeu duas doses de pentobarbital em Nashville e foi levada inconsciente e em estado grave a um hospital, com ferimentos severos nos braços. Ela recuperou a consciência cinco dias depois.

A pesquisa também aponta que 55% dos americanos continuam apoiando a pena de morte para condenados por crimes considerados gravíssimos. O índice caiu em relação a 2017, quando 63% declararam apoio à pena capital; atualmente, 31% são contrários e 13% não responderam.

Entre republicanos, 52% defendem uma nova execução após uma tentativa malsucedida, contra 31% que preferem a prisão perpétua. Entre democratas, 24% apoiam uma segunda tentativa e 51% optam pela prisão perpétua.

Entre os independentes, 28% são favoráveis a uma nova execução, 35% preferem a prisão perpétua e 33% não souberam responder.

Pike foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, sua colega de 19 anos, em 1995. O caso reacendeu o debate sobre a possibilidade de repetir uma execução malsucedida, em meio a dificuldades enfrentadas por estados americanos para obter substâncias usadas nos procedimentos.

A pesquisa também mostrou que 71% dos entrevistados consideram inadequada a transmissão de execuções pela televisão ou pela internet. O levantamento ouviu 1.679 adultos nos Estados Unidos e tem margem de erro de dois pontos percentuais.

Fonte: O Globo

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