O rinoceronte-branco Wami, de 15 anos e 2,4 toneladas, foi transferido na terça-feira (20) do zoológico de Paris, na França, para Guadalajara, no México, em uma operação voltada à preservação da diversidade genética da espécie.
O animal viajou por cerca de 12 horas em um avião de carga fretado, dentro de um contêiner. A equipe levou mais de uma hora para acomodá-lo e precisou ajustar o fechamento da porta para evitar uma saída repentina.
Segundo Alexis Lécu, diretor científico do zoológico de Paris, o programa europeu de reprodução está saturado. Após a transferência, o parque permanece com um macho e duas fêmeas.
Atualmente, há 326 rinocerontes-brancos em 83 parques associados à Associação Europeia de Zoológicos e Aquários (EAZA), com entre cinco e dez nascimentos por ano. A expectativa de vida em cativeiro pode chegar a 35 ou 40 anos.
O objetivo da transferência é ampliar as possibilidades de reprodução e evitar a perda de diversidade genética. O esperma de Wami já foi usado em reprodução artificial em outros parques europeus, mas os responsáveis afirmam que seu material genético pode ser especialmente relevante no continente americano.
A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) classifica o rinoceronte-branco como “quase ameaçado”. Na natureza, restam entre 16 mil e 17 mil indivíduos, distribuídos por cinco ou seis países africanos.
Para reduzir o estresse da viagem e da adaptação ao novo ambiente, a equipe utilizou produtos para tranquilizar o animal de forma gradual e prolongada.
Fonte: O Globo