Ir para o conteúdo

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

MUNDO

Macron restringe protestos na França a atos convocados por sindicatos

Macron condena atos atribuídos à extrema esquerda e diz que a França autorizará apenas protestos convocados por sindicatos.

Compartilhe
WhatsApp

O presidente da França, Emmanuel Macron, condenou nesta quinta-feira (22) os atos que chamou de “sediciosos” e afirmou que o governo pretende autorizar apenas manifestações convocadas por organizações sindicais.

Após uma reunião do conselho de segurança francês, Macron atribuiu a grupos organizados de extrema esquerda a responsabilidade por ações que, segundo ele, teriam como objetivo derrubar a República. O presidente também classificou os episódios de violência como intensos.

As declarações ocorrem após os protestos do fim de semana, que reuniram manifestações contra o custo de vida e outras reivindicações, além de saques, depredações e denúncias de violência policial em cidades francesas.

Macron reconheceu que houve falhas na resposta das autoridades e disse que o governo pretende adotar uma estratégia multifacetada para conter novos distúrbios. Ele afirmou ainda que as autoridades poderão proibir aglomerações específicas e que o sistema judiciário está mobilizado.

Segundo o presidente, atos organizados por sindicatos serão analisados de acordo com as leis francesas e poderão ser autorizados caso ocorram com segurança. Manifestações sem a participação de organizações sindicais deverão ser proibidas sempre que possível.

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu deve receber líderes estudantis na próxima semana para discutir reivindicações na área da educação. Lideranças sindicais também afirmaram que o governo avalia propostas como o reajuste do salário mínimo.

O governo francês diz, com base em informações dos serviços de inteligência, que grupos de ultraesquerda, incluindo antifascistas, anarquistas e anarcoautônomos, teriam planejado ações violentas. As autoridades também mencionam a presença de pessoas que teriam se infiltrado nos protestos para cometer crimes.

Fonte: O Globo

Leia também