O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta quinta-feira (22) que o governo pretende autorizar apenas manifestações convocadas por organizações sindicais, após atos de violência, saques e depredações registrados no fim de semana em cidades do país.
Após uma reunião do conselho de segurança francês, Macron classificou os episódios como “atos políticos e até sediciosos” praticados por grupos organizados de extrema esquerda que, segundo ele, pretendem derrubar a República.
O presidente reconheceu que houve falhas na resposta das autoridades aos protestos de sábado (17) e disse que o governo precisa aprender com a experiência. Ele também afirmou que as autoridades poderão adotar medidas específicas, como proibir aglomerações, enquanto o sistema judiciário está mobilizado para tratar dos casos.
Macron disse que manifestações organizadas por sindicatos serão avaliadas de acordo com as leis francesas e autorizadas se houver condições de segurança. Atos sem participação sindical deverão ser proibidos sempre que possível.
Os protestos reúnem reivindicações relacionadas ao custo de vida e à educação. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu deverá receber líderes estudantis na próxima semana para discutir demandas do setor, enquanto representantes sindicais afirmam que o governo também debate propostas como o reajuste do salário mínimo.
O governo francês atribui parte da violência a grupos de ultraesquerda, como antifascistas, anarquistas e anarcoautônomos, além de “oportunistas” que teriam se infiltrado nas manifestações. Essas acusações foram baseadas, segundo autoridades, em informações dos serviços de inteligência.
Fonte: O Globo