O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta quinta-feira (22) que o governo pretende autorizar apenas manifestações convocadas por organizações sindicais, após protestos com saques, depredações e confrontos em cidades do país.
Em reunião do conselho de segurança francês, Macron condenou o que classificou como “atos políticos e até sediciosos” cometidos por grupos organizados de extrema esquerda. Segundo ele, essas ações teriam como objetivo derrubar a República e seriam marcadas por violência intensa.
O presidente reconheceu falhas na resposta das autoridades aos protestos do fim de semana e disse que o governo precisa aprender com a experiência. Ele também informou que as autoridades poderão proibir aglomerações e que o sistema judiciário está mobilizado para lidar com os casos.
Macron afirmou que manifestações organizadas por sindicatos serão avaliadas conforme as leis francesas e autorizadas se houver condições de segurança. Atos sem participação sindical, segundo ele, serão proibidos sempre que possível.
O governo enfrenta pressão de manifestantes que reivindicam medidas contra o alto custo de vida e melhorias na educação. Partidos de extrema direita e extrema esquerda também criticaram a atuação do governo durante as marchas de sábado, que tiveram registros de violência policial, saques e depredações.
O primeiro-ministro Sébastien Lecornu deverá receber líderes estudantis na próxima semana para discutir demandas relacionadas à educação. Organizações sindicais também afirmam que o governo debate propostas como o reajuste do salário mínimo.
De acordo com declarações recentes do governo, informações dos serviços de inteligência apontaram grupos de ultraesquerda, incluindo antifascistas, anarquistas e anarcoautônomos, como responsáveis pelo planejamento de atos violentos. As autoridades também mencionaram a presença de pessoas que teriam se infiltrado nos protestos para cometer crimes.
Fonte: O Globo