O advogado Willer Tomaz acionou a Justiça para pedir a remoção de publicações feitas por Richarlison de Andrade sobre a disputa pela posse de uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ). O pedido de urgência foi negado em agosto.
Nas postagens, feitas no Instagram em julho, o jogador afirma que comprou o imóvel, mas teve a posse "tomada". Tomaz nega a acusação, sustenta que adquiriu regularmente os direitos de ocupação e pediu também que Richarlison seja impedido de publicar novos conteúdos com o mesmo teor, sob pena de multa.
A Justiça rejeitou a urgência porque as publicações estavam nos Stories do Instagram, onde desaparecem após 24 horas. Um vídeo publicado fora da conta do atleta também já havia sido removido.
A disputa começou em 2020, quando Richarlison afirma ter investido R$ 10 milhões no imóvel por meio da empresa Sport 70. Segundo o jogador, enquanto a documentação ainda estava em discussão, Flávio Bolsonaro demonstrou interesse pela propriedade, mas ele se recusou a vendê-la.
Flávio Bolsonaro nega relação com o conflito. Ele visitou o local e foi incluído como testemunha no processo que discute a posse da casa.
Tomaz afirma que comprou os direitos de ocupação e a casa por meio da empresa WT Administração de Imóveis. Segundo o advogado, a empresa ligada a Richarlison pagou posseiros, e não a proprietária do imóvel, motivo pelo qual teria sido derrotada em decisões judiciais, inclusive no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Uma decisão de maio de 2022 transferiu a posse do imóvel para Tomaz, que disse ter firmado contrato com a M. Locadora Ltda., antiga detentora da posse. O caso também envolveu questionamentos sobre documentos apresentados no processo, mas a Justiça concluiu que não houve assinatura falsa em um laudo atribuído à inventariante.
Após uma decisão desfavorável à empresa ligada ao jogador no STJ, no ano passado, Richarlison desistiu do processo, segundo Tomaz. O advogado afirma que as acusações feitas pelo atleta nas redes sociais não estão nos autos e que passou a pedir sua responsabilização por declarações que considera falsas.
Em um vídeo publicado nesta semana, Tomaz respondeu à afirmação de Richarlison de que teria tomado a mansão "na mão grande". O advogado também desafiou o jogador a apresentar documentos anteriores a julho de 2022 que comprovem sua ligação com o imóvel.
Nesta quarta-feira (21), Richarlison publicou outro vídeo e apresentou documentos que, segundo ele, comprovam a compra. O atacante afirmou ter pago R$ 10 milhões a antigos posseiros, além de ter gastado com reformas e segurança, e acusou Tomaz de usar uma empresa inativa para obter a posse.
Richarlison disse ainda que pretende recuperar a ilha e reconstruir a casa como era antes. Tomaz, por sua vez, afirmou que Flávio Bolsonaro jamais integrou a ação e apareceu no caso apenas como testemunha.
Fonte: O Globo