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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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Puerto Madryn amplia protocolo para destinar baleias mortas

Puerto Madryn reforça protocolo para remover ou enterrar baleias mortas após aumento de encalhes desde junho na Patagônia argentina.

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A Secretaria de Ecologia e Proteção Ambiental de Puerto Madryn, na Patagônia argentina, ampliou os procedimentos para lidar com o aumento de baleias e filhotes mortos encontrados desde junho de 2026 nas praias da cidade e da Península Valdés.

Nos últimos dias, cinco baleias-francas-austrais apareceram mortas em menos de 48 horas, algumas na orla central de Puerto Madryn. O número de ocorrências está acima do esperado para o período, segundo as informações reunidas na região.

O protocolo determina a identificação da espécie, o registro da localização, a estimativa do tamanho do animal e a avaliação das condições da carcaça. O enterro só deve ocorrer em área fora do alcance das marés mais altas, distante de pontos sujeitos à erosão e sem risco para lençóis freáticos ou poços de água.

As autoridades também estabelecem um perímetro de segurança de 100 metros ao redor de cada animal. A população não deve perfurar as carcaças para liberar gases, e a remoção ou o sepultamento deve ser definido conforme o local, o estado do corpo e a possibilidade de transporte.

Quando o deslocamento por terra ou por água não é viável, as equipes enterram a baleia nas proximidades, acima da linha da maré mais alta. Segundo Víctor Fratto, integrante do Programa de Monitoramento Sanitário da Baleia Franca Austral, a ruptura da cauda pode impedir a manipulação do animal e levar ao enterro no próprio local.

Atualmente, há duas covas ativas na Praia Paraná e outra em Cerro Avanzado. Uma fazenda vizinha também cedeu terreno para receber carcaças diante do aumento dos casos.

As causas das mortes ainda não foram definidas. Amostras de filhotes indicaram preliminarmente a presença de uma bactéria associada à erisipela, enquanto pesquisadores investigam, em juvenis e adultos, uma possível intoxicação por biotoxinas ligada à maré vermelha.

As análises são realizadas por laboratórios da Universidade Nacional da Patagônia San Juan Bosco, em Trelew, e do Instituto Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Pesqueiro, em Mar del Plata. Os resultados ainda não foram concluídos.

O Programa de Monitoramento havia informado anteriormente que os encalhes permaneciam dentro dos padrões históricos da temporada. O Greenpeace Argentina, porém, afirmou que a mortalidade registrada desde junho nos golfos norte-patagônicos pode atingir um recorde e pediu medidas de proteção para a espécie, declarada Monumento Natural.

Fonte: O Globo

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