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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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Pesquisas apontam queda no apoio a líderes de direita na América Latina

Pesquisas indicam queda na aprovação de líderes de direita eleitos recentemente em países como Peru, Colômbia, Chile e Argentina.

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Pesquisas recentes no Peru, na Colômbia, no Chile e na Argentina indicam queda na aprovação de líderes de direita eleitos com promessas de combater a criminalidade, recuperar a economia e estreitar relações com os Estados Unidos.

No Peru, a aprovação de Keiko Fujimori caiu para 40%, ante 57% no início do mandato, segundo levantamento da Ipsos divulgado na semana passada. Na Colômbia, Abelardo de la Espriella perdeu mais de três pontos percentuais no primeiro mês no cargo.

No Chile, José Antonio Kast registrou 30% de aprovação na pesquisa mais recente da Cadem, divulgada no domingo. Esse é o menor índice desde o início de seu mandato, em março.

Na Argentina, Javier Milei também enfrenta sua pior taxa de aprovação a um ano da disputa pela reeleição. Para Michael Shifter, pesquisador do centro de estudos The Inter-American Dialogue, os governos criaram expectativas difíceis de cumprir e enfrentam a cobrança por resultados rápidos.

Shifter afirmou que a rejeição não está necessariamente ligada à ideologia. Pesquisa do AmericasBarometer, com mais de 25 mil pessoas em 21 países, apontou apoio reduzido aos líderes de oito países aliados dos Estados Unidos que integram a aliança Escudo das Américas, promovida pelo presidente Donald Trump.

Na Bolívia, o presidente Rodrigo Paz foi eleito como alternativa moderada após a saída do Movimento ao Socialismo do poder, em meio à pior crise econômica do país em quatro décadas. Seis meses depois da posse, manifestantes bloquearam cidades para exigir sua renúncia e atribuíram ao governo a falta de solução para a escassez de combustível.

No Peru, eleitores que foram às urnas em abril e junho em busca de respostas para as extorsões também demonstram frustração com a falta de resultados. Guillermo Loli, diretor de pesquisas de opinião da Ipsos Peru, afirmou que a insegurança não será resolvida rapidamente, mas defendeu o início de ações concretas.

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, aparece como exceção no levantamento AmericasBarometer, com 83% de aprovação. A política de combate às gangues reduziu os índices de criminalidade, mas foi acompanhada da prisão de mais de 90 mil suspeitos durante um estado de exceção que, segundo grupos de direitos humanos, registrou graves abusos.

Segundo o relatório Pulse of Democracy 2026, da Universidade Vanderbilt, o país trocou liberdades por segurança e obteve maior segurança nas medições. Shifter avaliou que o desempenho de Bukele dificilmente será replicado em outros países diante da atuação de redes criminosas transnacionais.

Fonte: O Globo

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