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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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SEGURANÇA

MPCE denuncia cinco por plantação de 290 mil pés de maconha em Acopiara

MPCE denuncia cinco pessoas por suposto envolvimento no cultivo de 290 mil pés de maconha em uma fazenda de Acopiara, no Ceará.

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O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou cinco pessoas por suposto envolvimento no cultivo de 290 mil pés de maconha em uma fazenda de Acopiara, no interior do estado. A plantação foi descoberta durante uma operação policial em 25 de junho de 2026.

Segundo a denúncia, os acusados são João Holanda Neto, apontado como proprietário de fato do imóvel; Cristiano Rodrigues de Lima, que teria arrendado a fazenda e administrado a lavoura; o advogado pernambucano Geraldo Dário Soares; além dos agricultores Francisco Augusto Alves da Silva e Manoel Clênio Mendonça Leal Filho.

O MPCE afirma que o grupo utilizou cerca de 28 mil metros quadrados para o cultivo. A área tinha sistema de irrigação por gotejamento, estruturas de apoio e maquinário importado da Espanha, que seria usado no processamento da droga.

De acordo com a acusação, João Holanda teria permitido o uso da propriedade e mantido estruturas como a conta de energia e a internet em seu nome. Cristiano é apontado como responsável pela contratação de trabalhadores, compra de insumos, pagamentos e gestão cotidiana da lavoura.

Geraldo Dário, segundo o Ministério Público, atuaria como responsável técnico pelo plantio, com orientação sobre sementes, adubos e outros insumos. Francisco Augusto e Manoel Clênio seriam responsáveis pela compra, retirada e transporte de materiais usados na irrigação, fertilização e proteção da plantação.

Os cinco foram denunciados por tráfico de drogas, cultivo de maconha e associação para o tráfico. João Holanda e Cristiano também respondem, segundo o MPCE, por permitir o uso de imóvel para atividades relacionadas ao tráfico. O órgão pediu ainda a expropriação da propriedade.

Cristiano está foragido, conforme as informações da denúncia. Francisco Augusto, Manoel Clênio e Geraldo Dário permanecem presos, e o Ministério Público solicitou a manutenção das prisões preventivas. A defesa de João informou que não se manifestaria; as defesas dos demais não foram localizadas para comentar as acusações.

A Polícia Civil informou que identificou aproximadamente 160 mil pés ainda plantados e outros 130 mil já colhidos. A corporação divulgou imagens da derrubada e da incineração das plantas, concluída em 2 de julho, segundo o governo estadual.

O caso gerou questionamentos depois que o deputado federal André Fernandes publicou imagens de restos de plantas enterrados na propriedade. A Polícia Civil afirmou que o material correspondia a restos da plantação e de outras plantas destruídas, enquanto o governo do Ceará informou que apuraria possíveis irregularidades na operação e na guarda do material apreendido.

Fonte: g1

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