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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Marcas chinesas ampliam liderança na tecnologia de consumo

Empresas chinesas avançam sobre setores dominados por marcas ocidentais, impulsionadas por custos menores, inovação rápida e cadeias produtivas integradas.

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Empresas chinesas passaram a superar concorrentes ocidentais em segmentos como câmeras de ação, carros elétricos, televisores inteligentes e aspiradores robóticos, segundo reportagem publicada nesta quarta-feira (21). A mudança é atribuída à combinação de preços competitivos, cadeias de fornecimento integradas e ciclos rápidos de inovação.

O mercado de câmeras de ação ilustra essa transformação. A GoPro, que vendeu cerca de 6,6 milhões de unidades e tinha mais de 70% do mercado em 2015, perdeu espaço para as chinesas DJI e Insta360, que entraram no segmento em 2019 e 2021, respectivamente. Juntas, as duas respondem atualmente por mais de 90% das vendas globais de câmeras inteligentes portáteis, conforme os dados citados pela reportagem.

A concorrência chinesa também avançou no setor automotivo. BYD, Xpeng e outras fabricantes do país venderam quase dois terços dos carros elétricos comercializados no ano passado, superando empresas já estabelecidas, como a Tesla. No segmento de aspiradores robóticos, marcas chinesas também ocupam posições dominantes, enquanto a americana iRobot enfrenta dificuldades para competir.

Especialistas ouvidos pela reportagem relacionam o desempenho chinês à forte disputa interna em centros industriais como Shenzhen, Hangzhou e Xangai. A automação, o uso de inteligência artificial na manufatura, a mão de obra relativamente barata e a proximidade entre fornecedores ajudam as empresas a reduzir custos e acelerar o desenvolvimento de produtos.

Shenzhen é apontada como um dos principais polos dessa cadeia produtiva. Para startups estrangeiras, a concentração de fabricantes e componentes na cidade facilita a criação e o lançamento rápido de dispositivos, além de permitir ajustes frequentes para acompanhar os concorrentes.

O avanço das marcas chinesas, porém, ocorre em meio a preocupações sobre privacidade, segurança de dados e possível influência estrangeira. Uma pesquisa citada pela reportagem indica que mais de 90% dos europeus não confiam seus dados a empresas chinesas de tecnologia, enquanto cerca de 80% demonstram desconfiança em relação às companhias americanas.

Governos dos Estados Unidos e de países europeus vêm adotando tarifas, restrições comerciais e exigências de segurança para produtos e empresas chinesas. A reportagem afirma que essas medidas podem estimular a transferência de parte da produção para outros países e levar as companhias chinesas a disputar segmentos premium, nos quais a confiança do consumidor tem maior peso.

Empresas ocidentais, por sua vez, buscam competir por meio de nichos específicos, diferenciação de produtos e parcerias com fabricantes chineses. Analistas também apontam que a velocidade de resposta regulatória é um dos desafios para Europa e Estados Unidos diante do ritmo de inovação das empresas chinesas.

Fonte: g1

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