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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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POLÍTICA

PF aponta vínculos entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz

Relatório da PF aponta possíveis vínculos comerciais e pessoais entre Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz, que negam irregularidades.

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A Polícia Federal apontou, em relatório, possíveis vínculos comerciais, financeiros e pessoais entre o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e o advogado Willer Tomaz, no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Segundo os investigadores, Flávio aparecia como “usuário master” de uma conta bancária da Alcazar Holding, empresa controlada por Tomaz. Uma troca de e-mails analisada pela PF indica que a exclusão do acesso do senador foi solicitada em 22 de maio de 2025.

O relatório afirma que a informação, somada a outros elementos, sustenta a hipótese de uma participação econômica ou societária de fato de Flávio na empresa. O senador e o advogado negam manter relação comercial ou financeira.

A PF também identificou comprovantes de reservas de jatos pagos pela Cathedral, outra empresa ligada a Tomaz, para viagens de Flávio, do advogado e de familiares a Nice, na França, em abril e maio de 2025. Os deslocamentos foram realizados em um Challenger 350.

Os investigadores encontraram ainda, no celular de Tomaz, fotos dos dois em eventos sociais e o contato de Flávio salvo entre os favoritos do aplicativo Confide. A ferramenta permite o envio de mensagens temporárias, que são destruídas após a leitura, e possui mecanismos contra capturas de tela.

De acordo com a PF, os dois também viajaram com familiares e amigos para a África do Sul, em março de 2025, e fizeram outros deslocamentos internacionais no primeiro semestre daquele ano. O relatório menciona ainda que Tomaz cedeu um apartamento em São Paulo para Flávio utilizar durante a campanha e que ambos atuam juntos em processos judiciais.

Tomaz afirmou que é amigo de Flávio e que as viagens ocorreram por causa da convivência entre as famílias, sem pagamento ou contrapartida. Ele negou a existência de conta bancária conjunta, disse que Flávio nunca foi usuário master da Alcazar e classificou os vazamentos como uma tentativa de obter provas com finalidade eleitoral.

Em nota divulgada quando o inquérito veio a público, Flávio afirmou que a única relação entre os dois é de amizade familiar. O senador também negou ter mantido conta como usuário master de Tomaz ou de empresas ligadas ao advogado e disse que as acusações eram falsas.

A investigação começou na PF do Rio Grande do Sul, em um inquérito sobre suposta lavagem de dinheiro e evasão de divisas por meio de plataformas de apostas esportivas. Após a identificação de menções a Flávio, o caso foi enviado ao Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Fonte: O Globo

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