O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta terça-feira (20) que o sistema de câmeras Smart Sampa é “absolutamente seguro”, após uma reportagem do UOL apontar que dados da plataforma ficaram expostos na internet por cerca de 11 meses.
Segundo a reportagem, o acesso indevido alcançou informações relacionadas a mais de 58 mil câmeras conectadas ao programa. Nunes negou que tenha ocorrido invasão ou hackeamento e atribuiu o vazamento ao uso de senhas que teriam sido disponibilizadas ilegalmente por um funcionário da Prefeitura.
De acordo com o prefeito, o servidor, que trabalhava em um setor responsável pela manutenção de senhas, vinha sendo monitorado pela administração. Nunes disse que ele foi demitido após a divulgação do caso e que a ocorrência será apurada pela corregedoria.
O prefeito também afirmou que não houve registro de uso indevido das imagens. A Prefeitura informou que o sistema de segurança será reforçado e que, nos próximos meses, servidores deverão realizar cadastro de biometria facial para acessar a plataforma.
Questionado sobre a ausência de autenticação em duas etapas, Nunes declarou que os níveis de proteção serão ampliados gradualmente. O Smart Sampa reúne imagens de câmeras públicas e privadas em uma central de monitoramento que funciona 24 horas por dia.
Lançado em 2024, o programa utiliza inteligência artificial para comparar imagens com bases de pessoas procuradas pela Justiça e desaparecidas, além de identificar veículos roubados, furtados ou com suspeita de clonagem de placas. Segundo a Prefeitura, o serviço custa cerca de R$ 10 milhões por mês.
A eficácia do programa também foi questionada em estudo do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), que não identificou redução estatisticamente significativa em furtos, roubos e homicídios após a instalação das câmeras. A Prefeitura contestou a metodologia e as conclusões da pesquisa.
Fonte: g1