O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União), investigado por suspeita de ligação com o PCC, foi transferido na manhã desta terça-feira (20) para o Centro de Detenção Provisória de Guarulhos, na Grande São Paulo.
Leite estava preso desde 18 de setembro na cadeia pública de Mogi das Cruzes. A transferência ocorreu três dias depois do afastamento de cinco servidores suspeitos de conceder regalias ao político na unidade, entre eles a delegada seccional de Mogi das Cruzes, o diretor da cadeia, o delegado titular do 1º Distrito Policial, um investigador e um carcereiro.
O ex-vereador foi preso no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que apura a suspeita de infiltração do PCC no setor de transporte público da capital paulista. Segundo os investigadores, ele seria o responsável direto pela operação de empresas que estariam sob controle da organização criminosa e o proprietário de fato da Transwolff.
A Justiça de São Paulo prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária de Milton Leite no dia 14. A defesa ainda deve contestar as suspeitas no curso da investigação.
Leite se entregou à polícia em 18 de setembro, após ser alvo de um mandado de prisão temporária. Na ocasião, afirmou ser inocente e disse que teria a oportunidade de provar sua versão à Justiça.
A operação também investiga possíveis articulações políticas, licitações e financiamento de campanhas eleitorais relacionados ao grupo. A apuração inclui ainda a chamada “Sintonia dos Gravatas”, núcleo que, segundo a polícia, reuniria advogados com atuação em benefício da organização criminosa.
Fonte: G1