O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União), investigado na Operação Vectura Corrupta, foi transferido na manhã desta terça-feira (20) da cadeia pública de Mogi das Cruzes para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos, na Grande São Paulo.
A mudança ocorreu três dias depois de cinco servidores serem afastados por suspeita de conceder regalias ao político na unidade de Mogi das Cruzes. Entre os afastados estão delegados, o diretor da cadeia, um investigador e um carcereiro.
Milton Leite está preso desde 18 de setembro, quando se entregou à polícia. No dia 14, a Justiça de São Paulo prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária do ex-vereador.
A Operação Vectura Corrupta investiga uma suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de transporte público da capital paulista. Segundo os investigadores, Milton Leite seria responsável pela operação de empresas que estariam sob controle da organização e apontado como dono de fato da Transwolff. As suspeitas ainda são investigadas, e não há condenação contra ele.
A apuração sobre as supostas regalias começou após uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil na cadeia de Mogi das Cruzes. Durante a ação, um carcereiro passou a ser investigado depois que os agentes apreenderam R$ 155 mil e US$ 10 mil com o servidor.
A defesa de Milton Leite negou qualquer tratamento diferenciado e afirmou que o político não recebeu nem recebe regalias na unidade prisional. Os advogados também disseram que não tiveram acesso à investigação do Ministério Público e que estão à disposição para colaborar.
Fonte: G1