O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União) foi transferido na manhã desta terça-feira (20) da cadeia pública de Mogi das Cruzes para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos, na Grande São Paulo.
A mudança ocorreu três dias depois do afastamento de cinco agentes suspeitos de permitir regalias ao político na unidade de Mogi das Cruzes. Entre os afastados estão delegados, o diretor da cadeia, um investigador e um carcereiro.
Milton Leite está preso desde 18 de setembro, quando se entregou à polícia no âmbito da Operação Vectura Corrupta. A investigação apura uma suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de transporte público da capital paulista.
Segundo os investigadores, o ex-vereador seria responsável pela operação de empresas que estariam sob controle da organização criminosa e seria o proprietário de fato da empresa Transwolff. As suspeitas ainda são investigadas, e Milton Leite nega as acusações.
A Justiça de São Paulo prorrogou em 14 de outubro a prisão temporária do político por mais 30 dias. A operação, deflagrada em 17 de setembro, cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em cidades da Baixada Santista, da Grande São Paulo e na capital.
A apuração sobre as supostas regalias começou após uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil na cadeia de Mogi das Cruzes. Durante a ação, um carcereiro passou a ser investigado depois que foram apreendidos com ele R$ 155 mil e US$ 10 mil.
A defesa de Milton Leite afirmou que ele nunca recebeu tratamento diferenciado na unidade prisional e declarou que não teve acesso à investigação conduzida pelo Ministério Público. Os advogados disseram ainda que estão à disposição para colaborar com as apurações.
Fonte: g1