Motoristas que operam as linhas do lote D10 do transporte municipal de São Paulo paralisaram as atividades na manhã desta segunda-feira (19), afetando cerca de 267 mil passageiros na Zona Sul da capital.
Os trabalhadores protestam contra supostos problemas trabalhistas e reivindicam a regularização dos recolhimentos do FGTS e do INSS, além de melhorias no vale-alimentação e em outros benefícios. As linhas são atendidas por ônibus azuis e estavam sob responsabilidade da antiga Transwolff.
Segundo a Prefeitura, o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi acionado para atender 34 linhas afetadas. A administração municipal também pediu reforço policial para duas garagens. O lote D11 opera normalmente.
Passageiros relataram dificuldades para chegar aos terminais e embarcar nos ônibus que circulavam em esquema emergencial. No Terminal Varginha, em Parelheiros, veículos de outras empresas mantinham o atendimento, mas os bairros servidos pelas linhas paralisadas registravam pontos lotados.
Em nota, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte e a SPTrans classificaram a paralisação como ilegal por não ter sido comunicada com 72 horas de antecedência, prazo previsto na legislação para serviços essenciais. A Prefeitura afirmou que salários e benefícios estão em dia.
Sobre o plano de saúde, a administração informou que está em andamento uma licitação para contratar a empresa responsável pelo serviço. Enquanto o processo não é concluído, os trabalhadores recebem uma compensação financeira prevista em acordo coletivo, segundo a Prefeitura.
A SPTrans afirmou ainda que os depósitos do FGTS e do INSS estão sendo feitos integralmente em juízo enquanto a Justiça não decide a questão. A retirada da identificação da Transwolff dos ônibus deve começar nos próximos dias, sem alteração, segundo a Prefeitura, na relação trabalhista ou nos pagamentos dos funcionários.
Fonte: g1