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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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Flórida acusa Raúl Castro por derrubada de aviões em 1996

Promotoria da Flórida acusa Raúl Castro pela derrubada de dois aviões civis cubanos que matou quatro pessoas em 1996.

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A Promotoria da Flórida, nos Estados Unidos, acusou nesta segunda-feira (19) o ex-presidente cubano Raúl Castro de assassinato e conspiração pela derrubada de dois aviões civis em fevereiro de 1996, quando ele era ministro da Defesa de Cuba. Quatro pessoas morreram no episódio, ocorrido em águas internacionais.

O promotor da Flórida, James Uthmeier, também anunciou um mandado de prisão contra Castro por conspiração para cometer homicídio em primeiro grau. Segundo ele, o ex-líder cubano ordenou a morte de quatro moradores da Flórida.

De acordo com a acusação, dois caças cubanos derrubaram as aeronaves desarmadas da organização Hermanos al Rescate, que auxiliava cubanos que tentavam deixar a ilha em embarcações com destino à Flórida. Uma terceira aeronave, onde estava o líder do grupo, José Basulto, conseguiu escapar.

Esta é a segunda ação judicial contra Castro pelo caso. Meses antes, o governo federal dos Estados Unidos apresentou uma acusação semelhante, e o então procurador-geral Todd Blanche afirmou esperar que o ex-presidente fosse preso.

Segundo Jason Reding Quiñones, procurador federal no Distrito Sul da Flórida, as autoridades estaduais e federais podem processar violações de suas respectivas leis. Ele afirmou que os dois processos são separados e seguem seus próprios trâmites.

O governo cubano ainda não se manifestou sobre a nova acusação. Em maio, o presidente Miguel Díaz-Canel classificou a ação federal como política e afirmou que ela poderia justificar uma eventual intervenção militar contra Cuba.

As acusações ocorrem em meio ao aumento da pressão do governo do presidente Donald Trump sobre Cuba, com novas sanções econômicas e medidas contra o fornecimento de petróleo. Autoridades americanas informaram, no início de outubro, ter interceptado 90 embarcações que transportavam combustível para a ilha, que enfrenta escassez de energia e apagões frequentes.

Fonte: O Globo

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