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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Câmara de Guarulhos aprova reajuste do IPTU após projeto voltar à pauta

Câmara de Guarulhos aprova reajuste do IPTU por 24 votos a 8; projeto prevê novos valores a partir de 2027, se sancionado.

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A Câmara Municipal de Guarulhos aprovou nesta segunda-feira (19) o projeto que reajusta o IPTU da cidade, na região metropolitana de São Paulo. A proposta recebeu 24 votos favoráveis, oito contrários e uma abstenção.

Enviado pelo prefeito Lucas Sanches (PL), o texto prevê três fórmulas de cálculo, com reajustes de 10%, 12,5% e 15%. Se for sancionado, os novos valores poderão ser cobrados a partir de 2027.

Antes da votação do IPTU, os vereadores aprovaram o aumento da Unidade Fiscal de Guarulhos (UFG), utilizada como base para o cálculo do tributo. O valor passou de R$ 3,10 para R$ 4,80.

O imposto está congelado desde 2017. Técnicos da Prefeitura distribuíram aos vereadores da base governista um material segundo o qual o aumento médio do IPTU será de 5,88%.

O líder do governo na Câmara, Wellington Bezerra (PRTB), defendeu a medida e afirmou que o congelamento do imposto prejudicou os investimentos municipais. Vereadores da oposição questionaram a tramitação do projeto e tentaram apresentar emendas, mas as propostas foram rejeitadas.

Na sexta-feira, uma sessão extraordinária que analisaria o texto havia sido desconvocada, e o projeto foi devolvido à Prefeitura para estudos. Após retornar ao Legislativo, a proposta foi novamente incluída na pauta.

A oposição também questionou uma fiscalização realizada na mineradora Pau Pedra, empresa da qual o presidente da Câmara, Fausto Miguel Martelo (Republicanos), é sócio. Segundo os parlamentares, a ação poderia ter relação com a decisão de não votar o projeto em regime de urgência; não há confirmação independente dessa relação.

Em nota, a Prefeitura afirmou que não haverá aumento real do IPTU, mas apenas correção da inflação do período, atribuída pela administração a determinações do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado. A gestão municipal não respondeu aos pedidos de entrevista sobre o projeto e a fiscalização, segundo a reportagem.

Fonte: G1

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