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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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ELEIÇÕES

Manifestantes protestam em SP contra suposta interferência da Meta nas eleições

Manifestantes protestaram diante da sede da Meta em São Paulo e acusaram a empresa de interferir na distribuição de conteúdos eleitorais.

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Manifestantes protestaram na tarde de segunda-feira (19), em frente à sede da Meta no Brasil, na Avenida Faria Lima, em São Paulo, contra uma suposta interferência da empresa no processo eleitoral. Segundo a TV Globo, o grupo tentou entregar uma notificação extrajudicial a representantes da companhia, mas o documento não foi recebido.

O ato, chamado “Meta, não se meta na nossa eleição”, foi organizado por entidades da sociedade civil e movimentos sociais. Os organizadores acusam a empresa, dona de Facebook, Instagram, Threads, WhatsApp e Meta AI, de restringir conteúdos e perfis ligados a grupos que apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

As entidades afirmam ter recebido denúncias de perfis banidos, publicações removidas, redução repentina de alcance e restrições de funcionalidades sem explicação. Também questionam anúncios eleitorais pagos em moeda estrangeira e o funcionamento dos sistemas de inteligência artificial da empresa na classificação e recomendação de candidatos.

A notificação seria direcionada a Conrado Leister, diretor da Meta no Brasil. Entre os pedidos estão transparência nas decisões de moderação, canais de contestação para usuários e organizações afetados, reparação dos danos alegados e preservação de registros sobre moderação e distribuição de conteúdo para eventuais auditorias do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do Ministério Público e da sociedade civil.

O grupo também pediu o fim do chamado “shadowban”, expressão usada pelos organizadores para descrever a redução seletiva do alcance de publicações sem comunicação clara ao usuário. O protesto foi articulado por CTRL+Z, Código Não Binário, Artigo 19, Diracom, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e Sleeping Giants Brasil.

Em 15 de outubro, o TSE determinou que a Meta não interferisse, até o fim do segundo turno, na distribuição de conteúdo político-eleitoral relacionado a Lula e ao senador Flávio Bolsonaro (PL), sob pena de multa diária de R$ 500 mil. A decisão foi tomada em ação apresentada pela campanha de Lula, que alegou falhas reiteradas na entrega de suas postagens.

A Meta negou favorecimento político. Em posicionamento divulgado em 16 de outubro, a empresa afirmou que a conta de anúncios da campanha de Lula foi desativada por engano por pouco mais de uma hora, em 23 de setembro, após um anúncio ser classificado incorretamente como possível tentativa de se passar por um programa social do governo.

A companhia também atribuiu a problemas técnicos um erro nas contagens de visualizações de Reels, ocorrido em 7 de outubro, e uma falha global no Gerenciador de Anúncios, registrada em 9 de outubro. Segundo a Meta, os incidentes afetaram usuários em diferentes países e não representaram manipulação da distribuição de conteúdo.

Sobre a Meta AI, a empresa declarou que uma falha em suas proteções permitiu respostas diferentes para pedidos envolvendo os candidatos. A companhia disse que havia bloqueado, no Brasil, solicitações que mencionassem claramente os nomes dos candidatos, mas que o sistema nem sempre identificava um candidato quando um primeiro nome comum era associado a um número eleitoral.

Fonte: TV Globo

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