O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em 18 de outubro de 2026 que a França está "em chamas" e "destroçada" pela imigração, após protestos contra o custo de vida levarem centenas de milhares de pessoas às ruas do país.
Em uma publicação na plataforma Truth Social, Trump defendeu que o governo francês endureça as regras migratórias e feche as fronteiras. A mensagem repete críticas feitas no sábado pelo vice-presidente americano, JD Vance.
Os atos reuniram entre 550 mil pessoas, segundo as autoridades, e 800 mil, de acordo com a central sindical CGT. Marchas pacíficas foram acompanhadas por confrontos, saques e ataques a prédios públicos em várias cidades.
Em Paris, a polícia registrou cerca de 110 mil manifestantes e informou a prisão de 855 pessoas. Um manifestante morreu de ataque cardíaco durante a marcha, segundo a polícia da capital, enquanto mais de 500 pessoas permaneciam detidas no domingo.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, afirmou que mais de 1.800 pessoas foram presas e que mais de 500 policiais, gendarmes e bombeiros ficaram feridos. Ele atribuiu a violência a manifestantes de extrema esquerda e a criminosos que teriam saqueado e vandalizado edifícios.
Limoges, Marselha e Lyon registraram danos a prédios públicos e estabelecimentos comerciais. Em Limoges, um incêndio destruiu grande parte da prefeitura, um edifício do século XIX.
A onda de protestos aumentou a pressão sobre o presidente Emmanuel Macron, que faria um pronunciamento à nação às 20h no horário local. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu responsabilizou o partido França Insubmissa e setores da ultraesquerda pelos confrontos, enquanto o líder da legenda, Jean-Luc Mélenchon, rejeitou a acusação.
A líder da extrema direita, Marine Le Pen, também culpou a ultraesquerda. Sindicalistas e manifestantes, por outro lado, relataram agressões policiais durante o uso de gás lacrimogêneo e canhões de água.
Fonte: O Globo