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domingo, 18 de outubro de 2026

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Trump atribui protestos na França à imigração

Trump afirma que a imigração destruiu a França após protestos contra o custo de vida deixarem mortos, presos, feridos e prédios danificados.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (18) que a França está "em chamas" e "destroçada" pela imigração, após protestos contra o custo de vida reunirem centenas de milhares de pessoas no país no sábado (17).

Em publicação na Truth Social, Trump defendeu o endurecimento das regras migratórias francesas e pediu que o governo feche as fronteiras e retome o controle do país.

As manifestações tiveram marchas pacíficas, mas também confrontos, saques e ataques a prédios públicos em várias cidades. Segundo o ministro do Interior, Laurent Nuñez, mais de 1.800 pessoas foram presas e mais de 500 policiais, gendarmes e bombeiros ficaram feridos.

Em Paris, a polícia estimou cerca de 110 mil manifestantes e registrou 855 detenções, número considerado recorde pela corporação. As autoridades informaram que um manifestante morreu de ataque cardíaco durante a marcha.

Os atos deixaram vitrines quebradas, barricadas queimadas e prédios incendiados. A prefeitura de Limoges foi parcialmente destruída por um incêndio, enquanto edifícios públicos e estabelecimentos comerciais também foram alvo de ataques em Marselha e Lyon.

As autoridades estimaram em 550 mil o número de participantes em todo o país, enquanto a central sindical CGT calculou 800 mil. Cerca de 1,5 mil lojas foram danificadas, segundo Alexandre Bompard, presidente da Federação do Comércio e da Distribuição.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, havia feito comentários semelhantes no sábado. No X, ele acusou governos liberais de promoverem a imigração em nome da diversidade e afirmou esperar que a França interrompa o que chamou de "loucura" antes que mais monumentos sejam queimados.

A escalada dos protestos aumentou a pressão sobre o presidente Emmanuel Macron, que faria um pronunciamento à nação neste domingo. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu atribuiu a violência à extrema esquerda e ao partido França Insubmissa, enquanto Jean-Luc Mélenchon responsabilizou o governo pelo caos e Marine Le Pen também culpou a "ultraesquerda".

Organizadores tentaram unir os protestos estudantis iniciados em setembro, por melhores condições nas escolas, a um movimento mais amplo contra o custo de vida. Líderes sindicais e manifestantes, porém, relataram agressões policiais durante os atos, incluindo o uso de gás lacrimogêneo e canhões de água.

Fonte: O Globo

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