O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (18 de outubro) que a França está “em chamas” e “destroçada” pela imigração, após protestos contra o custo de vida levarem centenas de milhares de pessoas às ruas do país.
Em publicação na Truth Social, Trump pediu que o governo francês endureça as regras migratórias. “Fechem as fronteiras e retomem o controle, antes que seja tarde demais!”, escreveu.
Os atos de sábado reuniram entre 550 mil pessoas, segundo as autoridades, e 800 mil, de acordo com a Confederação Geral do Trabalho (CGT). As manifestações foram acompanhadas por confrontos, saques, barricadas incendiadas e ataques a prédios públicos em várias cidades.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, informou que mais de 1.800 pessoas foram presas e que mais de 500 policiais, gendarmes e bombeiros ficaram feridos. Em Paris, 855 pessoas foram detidas, segundo a polícia, que classificou o número como recorde.
Em Limoges, um incêndio destruiu grande parte da prefeitura, enquanto prédios públicos e estabelecimentos comerciais também foram danificados em Marselha, Lyon e Paris. Alexandre Bompard, presidente da Federação do Comércio e da Distribuição, estimou que cerca de 1,5 mil lojas foram atingidas, com prejuízos de várias centenas de milhões de euros.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, havia feito comentários semelhantes no sábado. Ele afirmou, em publicação no X, que países ocidentais “importaram o terceiro mundo” em nome da diversidade e da compaixão, sem considerar questões de assimilação e compatibilidade.
A violência aumentou a pressão sobre o presidente francês, Emmanuel Macron, que tinha pronunciamento previsto para as 20h no horário local. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu responsabilizou setores da extrema esquerda pelos ataques, enquanto o líder da França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon, atribuiu o caos à condução do governo.
Os protestos também mobilizaram estudantes e o movimento dos Coletes Amarelos, que convocou os atos sob o lema “Amarelos e Jovens”. Líderes sindicais e manifestantes relataram agressões policiais, enquanto as autoridades disseram que a violência foi cometida por integrantes da extrema esquerda e por criminosos que aproveitaram as manifestações para saquear.
Fonte: O Globo