Pesquisadores da Universidade de Ferrara, na Itália, usam escaneamento a laser em 3D para monitorar a estrutura do Museu do Ipiranga, em São Paulo, e antecipar possíveis problemas de conservação.
A tecnologia registra com precisão detalhes do edifício, como desníveis, fissuras e deformações. Os dados formam uma “nuvem de pontos”, usada para criar um modelo digital tridimensional, conhecido como gêmeo digital.
O método foi aplicado no Coliseu de Roma, na Itália, para apoiar a conservação do monumento histórico. No Museu do Ipiranga, o trabalho é realizado em parceria com pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP).
Segundo Beatriz Kuhl, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, o monitoramento permite identificar problemas antes que eles se agravem e pode reduzir a necessidade de intervenções mais invasivas no futuro.
O museu ficou fechado por quase dez anos e foi reaberto em 2022, após um processo de revitalização que também incluiu um escaneamento do edifício. A expectativa agora é reunir os dados para elaborar um programa contínuo de conservação.
Fonte: g1