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domingo, 18 de outubro de 2026

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Escaneamento 3D ajuda a preservar o Museu do Ipiranga

Tecnologia de escaneamento a laser usada no Coliseu de Roma ajuda a monitorar e preservar a estrutura do Museu do Ipiranga.

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Uma tecnologia de escaneamento a laser em 3D usada na conservação do Coliseu de Roma está sendo aplicada no Museu do Ipiranga, em São Paulo, para identificar fissuras, desníveis e deformações na estrutura do edifício.

O trabalho é realizado por pesquisadores da Universidade de Ferrara, na Itália, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP). O equipamento registra com precisão a posição de cada detalhe da construção e gera uma nuvem de pontos, que serve de base para a criação de um modelo digital do museu.

O chamado gêmeo digital permite acompanhar alterações na estrutura e antecipar possíveis problemas. A ferramenta pode ser usada tanto para verificar itens de manutenção, como lâmpadas e interruptores, quanto para monitorar áreas mais complexas, como a cobertura.

Segundo pesquisadores envolvidos no projeto, o acompanhamento contínuo pode evitar intervenções mais invasivas e reduzir custos de conservação no longo prazo. A tecnologia funciona como uma espécie de exame de imagem do prédio, permitindo analisar partes que não são perceptíveis em uma inspeção visual comum.

O Museu do Ipiranga, que tem 131 anos, ficou fechado por quase uma década e foi reaberto em 2022, após obras de revitalização. Um escaneamento semelhante já havia sido realizado antes da reforma, e os novos dados deverão contribuir para um programa permanente de conservação.

Fonte: Jornal Nacional

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