Uma tecnologia de escaneamento a laser em 3D está sendo usada para monitorar a estrutura do Museu do Ipiranga, em São Paulo, e antecipar possíveis problemas de conservação.
O trabalho é realizado por pesquisadores da Universidade de Ferrara, na Itália, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP). A equipe analisa áreas internas e externas do edifício histórico para identificar desníveis, fissuras e deformações que não são perceptíveis a olho nu.
Os equipamentos registram com precisão a posição de cada detalhe da construção e formam uma chamada nuvem de pontos. Os dados são processados para criar um modelo digital tridimensional, que poderá ser usado no planejamento de manutenções.
A tecnologia também foi aplicada no monitoramento do Coliseu de Roma, na Itália. Segundo pesquisadores envolvidos no projeto, o acompanhamento contínuo permite agir antes que pequenos problemas se tornem danos mais graves e reduz a necessidade de intervenções invasivas.
O Museu do Ipiranga tem 131 anos e ficou fechado por quase uma década antes de ser reaberto em 2022, após um processo de revitalização. Um escaneamento semelhante já havia sido realizado antes das obras, e os dados serão incorporados a um programa permanente de conservação.
Fonte: g1