Dois dos quatro homens condenados a 15 anos de prisão pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em janeiro de 2026 em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, respondem a processos ou são investigados por outros crimes sexuais.
Vitor Hugo de Oliveira Simonin responde a um processo no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro por uma acusação de estupro e também é investigado pela Delegacia de Atendimento à Mulher da Zona Sul por outro caso semelhante. As duas apurações envolvem vítimas menores de idade.
Em um dos casos atribuídos a Simonin, a investigação aponta que uma adolescente teria sido constrangida a praticar sexo oral durante uma festa no Humaitá, em 2025. Testemunhas relataram à polícia que o suspeito tentou tocar a vítima sem autorização, e a adolescente o reconheceu formalmente. Ele foi indiciado pela 12ª Delegacia de Polícia, em agosto.
A segunda investigação foi aberta em julho pela Delegacia de Atendimento à Mulher após o Ministério Público do Rio encaminhar informações sobre um possível estupro de uma adolescente de 17 anos durante o pré-carnaval de 2026. A Polícia Civil informou que o caso continua em apuração e que a vítima deverá ser ouvida novamente.
Mattheus Veríssimo Zoel Martins responde por ato análogo a estupro em um caso ocorrido em 2023, quando ainda era menor de idade. Segundo o processo, uma adolescente de 14 anos teria sido violentada na casa dele, na Zona Norte do Rio, por pelo menos dois suspeitos, com registro e divulgação de imagens do crime.
Um dos envolvidos no caso de 2023 é o mesmo adolescente que participou do estupro coletivo em Copacabana, segundo as informações divulgadas. Após decisão judicial, ele foi internado compulsoriamente no Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), em abril.
O adulto Gabriel de Oliveira Palmieri, de 24 anos, também responde pelo caso de 2023. Ele se entregou à polícia depois de ser indiciado pela Delegacia de Copacabana, em junho, e o processo tramita na 1ª Vara Especializada em Crianças e Adolescentes. Os processos contra Mattheus e o outro adolescente estão na Vara da Infância e Juventude.
A defesa de Mattheus informou que não faria comentários. O advogado de Simonin declarou que ele nega ter participado de estupro, enquanto a defesa de Palmieri não foi localizada. As acusações e investigações citadas ainda não equivalem a condenações definitivas.
Fonte: g1