Vitor Hugo de Oliveira Simonin e Mattheus Veríssimo Zoel Martins, dois dos quatro homens condenados a 15 anos de prisão pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, no Rio de Janeiro, respondem a processos ou investigações por outros casos de violência sexual.
Simonin responde a um processo no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro por uma acusação de estupro e também é investigado pela Delegacia de Atendimento à Mulher da Zona Sul por outro caso. As duas ocorrências envolvem vítimas menores de idade.
O processo judicial contra Simonin trata de uma denúncia relacionada a uma festa no Humaitá, na Zona Sul, em 2025. Segundo o relato da adolescente, ele a teria obrigado a praticar sexo oral, apesar de sua recusa. Testemunhas ouvidas pela polícia afirmaram que o suspeito tentou tocar a vítima sem consentimento durante a festa.
Simonin foi indiciado pela 12ª Delegacia de Polícia, em Copacabana, em agosto. A defesa, representada pelo advogado Ângelo Máximo, afirmou que ele nega ter participado de estupro.
Em julho, a Delegacia de Atendimento à Mulher da Zona Sul abriu outra investigação contra Simonin após receber informações do Ministério Público do Rio sobre um possível estupro de uma adolescente de 17 anos durante o pré-carnaval de 2026. A Polícia Civil informou que o caso continua sob apuração e que a vítima deverá ser ouvida novamente.
Mattheus responde por ato análogo a estupro porque era menor de idade quando ocorreu o caso investigado, em 2023. A vítima, de 14 anos, relatou que foi convidada a ir à casa dele, na Zona Norte do Rio, onde teria sofrido violência sexual praticada por pelo menos dois suspeitos. Ainda segundo o relato, imagens do crime teriam sido gravadas e divulgadas.
O processo contra Mattheus e outro adolescente tramita na Vara da Infância e da Juventude. Gabriel de Oliveira Palmieri, de 24 anos, também é acusado no caso e se entregou à polícia após ser indiciado pela Delegacia de Copacabana; o processo contra ele tramita na 1ª Vara Especializada em Crianças e Adolescentes.
Um dos adolescentes envolvidos no caso de 2023 é o mesmo menor citado no estupro coletivo ocorrido em Copacabana. Em abril, após decisão judicial, ele foi internado compulsoriamente no Departamento Geral de Ações Socioeducativas.
Os quatro homens foram condenados a 15 anos de prisão pelo estupro coletivo da adolescente de 17 anos, ocorrido em janeiro de 2026, em Copacabana. A defesa de Mattheus informou que não se manifestaria, enquanto a defesa de Gabriel não foi localizada.
Fonte: g1