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sábado, 17 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Panificação amplia empregos no RJ, mas enfrenta falta de profissionais qualificados

Setor de panificação registra alta no emprego formal no RJ, mas empresas relatam dificuldade para contratar profissionais qualificados.

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O setor de panificação e confeitaria encerrou 2025 com 46.216 empregos formais no estado do Rio de Janeiro, crescimento de 4,1% em relação ao ano anterior. Apesar da expansão, empresários relatam dificuldade para contratar padeiros e confeiteiros com experiência.

Na região de Caxias, que reúne Duque de Caxias, São João de Meriti, Belford Roxo, Magé e Guapimirim, o setor registrou 3.678 vínculos formais, alta de 3,9% na comparação com 2024. Os cinco municípios somam 605 estabelecimentos de panificação e confeitaria, segundo levantamento do Observatório Firjan.

De acordo com empresários, os candidatos precisam dominar processos de produção e práticas de segurança dos alimentos, além de demonstrar responsabilidade, organização, pontualidade e capacidade de trabalhar em equipe. A disposição para aprender também é considerada na seleção quando a experiência exigida não é encontrada.

Entre 2022 e 2025, os empregos ligados à operação industrial e aos processos produtivos cresceram 30% no estado, enquanto o emprego total do setor avançou 6,4%. Para Raphael Veríssimo, especialista em Estudos de Competitividade da Firjan, os dados refletem a necessidade de profissionais preparados para lidar com equipamentos e processos mais complexos.

Em Duque de Caxias, a Firjan SENAI inaugurou em outubro uma Escola de Panificação e Confeitaria. O espaço tem capacidade para atender até 80 alunos por dia, oferece 19 cursos e tem meta de formar até 300 profissionais por ano em áreas como panificação, confeitaria, chocolate, decoração de bolos e fermentação natural.

Joaquim Vicente Silva Alves, de 48 anos, é um exemplo de trajetória construída com formação técnica. Ele fez um curso de panificação no SENAI em 1995, trabalhou em padarias e prestou consultoria antes de ingressar na Bunge, onde atualmente coordena Serviços e Atendimento ao Cliente.

Segundo Alves, a formação profissional foi decisiva para sua ascensão na carreira. Ele afirma que o desenvolvimento na área depende de disciplina, estudo, prática e treinamento contínuo.

Os salários variam conforme a função, a experiência, o empregador e a região. Dados do Indeed indicavam, em setembro de 2026, remuneração-base média de R$ 2.352 para padeiros e de R$ 2.445 para confeiteiros na cidade do Rio de Janeiro. Os valores são calculados com base em salários informados na plataforma e em anúncios de emprego e não representam necessariamente todo o estado.

Fonte: g1

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