Mais de 100 cartas com um pó branco não identificado foram recebidas por senadores, deputados e escritórios eleitorais em pelo menos 20 estados dos Estados Unidos desde quinta-feira (15), segundo a ABC News. Os envelopes também continham ameaças e foram enviados a integrantes dos dois principais partidos do país.
Entre os alvos estão o senador republicano Ted Cruz, do Texas, e a senadora Susan Collins, do Maine, informou o The New York Times. A candidata democrata Amy Klobuchar, que disputa o governo de Minnesota, também recebeu uma correspondência.
O FBI investiga o caso em conjunto com o Serviço Postal dos Estados Unidos. As autoridades identificaram características comuns nas cartas, como o processamento em um centro de envio no norte do Texas e endereços de remetente escritos à mão que indicariam uma gráfica de Nova York.
Segundo a ABC7, afiliada da ABC em Chicago, diversos envelopes traziam no selo a frase "pensando em você". O deputado democrata Mike Quigley afirmou que a carta recebida em seu escritório distrital continha linguagem ameaçadora, vulgar e direcionada a democratas.
A Polícia do Capitólio alertou parlamentares para o risco de novas correspondências suspeitas, especialmente nos escritórios mantidos pelos congressistas em seus estados de origem. Em alguns casos, funcionários abriram os envelopes, o que poderia levar a uma possível exposição em diferentes locais.
O Senado informou que as cartas examinadas até o momento tiveram resultado negativo para substâncias tóxicas. A rádio WWLP, de Connecticut, relatou, porém, que um funcionário do deputado Joe Courtney foi exposto a um pó branco desconhecido e recebeu atendimento médico.
As autoridades ainda não determinaram a motivação nem esclareceram se todas as substâncias são inofensivas ou se os envios continuam. A ocorrência gerou preocupação pela semelhança com os ataques com antraz enviados pelo correio em 2001, que mataram cinco pessoas.
Em 2023, escritórios eleitorais também receberam envelopes anônimos com pó não identificado. Na ocasião, as autoridades confirmaram que parte das correspondências continha fentanil, substância associada a uma epidemia de overdoses fatais nos Estados Unidos.
Fonte: O Globo