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sábado, 17 de outubro de 2026

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Ataques russos matam oito e deixam mais de 1 milhão sem energia na Ucrânia

Ataques russos matam oito pessoas, ferem cerca de 60 e deixam mais de 1 milhão sem energia na Ucrânia, segundo autoridades.

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Ataques russos mataram pelo menos oito pessoas, feriram cerca de 60 e deixaram mais de 1 milhão sem energia na Ucrânia nesta sexta-feira (16), segundo autoridades ouvidas pela agência Reuters.

Em Kharkiv, no leste do país, morreram uma mulher de 71 anos e um homem de 58. Outras 12 pessoas ficaram feridas em ofensivas contra três distritos da região, informou o governador Oleh Syniehubov.

Dois moradores morreram em Kramatorsk, nos arredores da região ocupada de Donetsk, e outros dois foram mortos na região de Dnipropetrovsk, no sudeste ucraniano.

Na região de Volyn, no noroeste, um ataque de drones contra um centro de processamento de alimentos matou uma pessoa e feriu oito, de acordo com o governador Roman Romaniuk. Drones também atingiram um terminal aduaneiro em Kovel e incendiaram cerca de 10 caminhões.

Dois centros comerciais foram atingidos por drones: um em Suny, próximo à frente de batalha, e outro em Rivne. Nesta última cidade, uma pessoa morreu e sete ficaram feridas, segundo o governador Oleksandr Koval.

Equipes técnicas do Ministério da Energia informaram à Reuters que mais de 1 milhão de pessoas afetadas pelos ataques de sexta-feira já haviam recuperado o fornecimento até o fim do dia. Em Volyn, 370 mil residências ficaram sem energia, mas cerca de 100 mil tiveram o serviço restabelecido.

O prefeito de Lutsk, capital regional de Volyn, Andriy Razumovskyi, estimou que o apagão poderia durar pelo menos 24 horas e avançar até sábado (17). A ofensiva também atingiu Zaporizhzhya, onde fica uma importante usina nuclear.

A Organização das Nações Unidas informou que pelo menos 328 civis morreram e 2.105 ficaram feridos na Ucrânia no último mês, alta de 85% em relação a setembro de 2025. Entre janeiro e setembro de 2026, o conflito matou 2.570 civis e feriu 15.211, segundo relatório da ONU.

Fonte: O Globo

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