Ir para o conteúdo

sábado, 17 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

MUNDO

Ashley St. Clair afirma que rejeitou acordo de confidencialidade ligado a Musk

Ashley St. Clair diz que rejeitou acordo ligado a Elon Musk com pagamentos que somariam mais de US$ 40 milhões e restrições vitalícias.

Compartilhe
WhatsApp

Ashley St. Clair afirmou, em entrevista ao The New York Times publicada em setembro de 2026, que rejeitou um acordo de confidencialidade enviado após o nascimento de seu filho com Elon Musk. Segundo ela, o documento previa US$ 15 milhões e pagamentos mensais de US$ 100 mil por 21 anos, além de proibir declarações sobre o empresário.

St. Clair disse que recebeu o contrato quando estava no segundo mês pós-parto, por meio de uma mensagem temporária no aplicativo Signal enviada por Jared Birchall, gestor financeiro e colaborador de Musk. Ela afirmou que não havia um acordo financeiro formal entre os dois e interpretou o documento como uma condição para receber apoio.

De acordo com o relato, a cláusula de confidencialidade teria validade por toda a vida e também alcançaria os herdeiros de St. Clair. Ela poderia contar ao filho quem é o pai, mas não poderia falar sobre o relacionamento com o outro filho nem com terceiros.

St. Clair afirmou que recusou o acordo por considerar que a dignidade dos filhos não deveria ser tratada como mercadoria. Segundo ela, Birchall respondeu que parecia querer usar a liberdade de expressão como uma arma.

Musk negou que tenha oferecido US$ 40 milhões e acusou St. Clair de ter histórico de fazer alegações falsas. Em publicação no X, também criticou o documentário Musk, dirigido por Alex Gibney, no qual ela aparece entre os entrevistados.

St. Clair teve um filho com Musk em 2024, quando também era mãe de outra criança. Na entrevista, ela disse que conheceu o empresário em 2023, após ele enviar uma mensagem privada pelo Twitter, e que os dois mantinham contato diário.

Ela também relatou ter se afastado gradualmente do movimento MAGA, do qual fazia parte, por discordar de comportamentos que descreveu como misóginos e racistas. St. Clair afirmou que hoje pretende responder por suas próprias declarações e dar exemplo aos filhos.

Fonte: O Globo

Leia também