Ashley St. Clair afirmou, em entrevista ao The New York Times em setembro, que recusou um acordo de confidencialidade ligado a Elon Musk, estimado em cerca de US$ 40 milhões, após o nascimento do filho que teve com o empresário.
Segundo St. Clair, o documento foi enviado por Jared Birchall, gestor financeiro e assessor de Musk, por meio de uma mensagem temporária no aplicativo Signal. Ela disse que o acordo previa US$ 15 milhões em pagamento único e US$ 100 mil mensais durante 21 anos.
A ex-influenciadora conservadora afirmou que o contrato a proibiria de falar sobre Musk e sobre o relacionamento por toda a vida. As restrições também se estenderiam aos herdeiros dela, embora ela pudesse informar ao filho quem é o pai.
St. Clair disse que não assinou o documento por considerar que a dignidade dos filhos não deveria ser tratada como mercadoria. De acordo com ela, não havia um acordo financeiro formal entre os dois antes do envio do contrato.
Musk negou que tenha feito a oferta. Em publicação na rede social X, afirmou que o acordo nunca foi oferecido e acusou St. Clair de ter histórico de fazer alegações falsas.
St. Clair participa do documentário Musk, dirigido por Alex Gibney. Ela afirmou que decidiu falar por considerar haver uma rede de acordos de confidencialidade que impede outras pessoas de relatarem suas experiências com o empresário.
Ela também falou sobre seu afastamento do movimento MAGA e reconheceu ter publicado anteriormente comentários transfóbicos, racistas e misóginos. Segundo St. Clair, seu objetivo atual é responder pelos próprios atos e ser honesta com os filhos.
Fonte: O Globo