Pitty lançou nesta sexta-feira (16) seu sexto álbum solo de estúdio, intitulado “Pitty”, com 13 faixas distribuídas em plataformas digitais e em LP pela gravadora Deck.
Produzido por Rafael Ramos em parceria com a própria cantora, compositora e instrumentista baiana, o disco retoma elementos do punk rock que marcaram parte da trajetória da artista e também incorpora referências do metal, do pop contemporâneo, da house e do tecnobrega.
O álbum sucede “Matriz”, lançado em 2019 e apontado pela crítica como um trabalho de ampliação da sonoridade de Pitty. No novo repertório, músicas como “Não à deriva”, “Desobediente” e “Armadura” são guiadas pelo peso das guitarras.
As letras abordam experiências pessoais e temas como separação, maternidade, autoestima, relações familiares e recomeço. “Álbum de casamento” trata das dores de uma separação, enquanto “Cuidada” apresenta um acerto de contas póstumo com a mãe da artista, Laurita.
O disco também reúne faixas de andamento mais contido, como “Caminhada”, que aborda a sororidade feminina, e “Nó”, escolhida para encerrar o álbum. A formação inclui Martin Mendonça nas guitarras, Paulo Kishimoto no baixo, Nico na bateria e Rodrigo Tavares nos teclados.
“Pileque de poeta”, produzida com a participação de Felipe Vassão, aproxima o trabalho da pista do pop contemporâneo. Já “Sobriedade seletiva” combina elementos de punk, disco e house, enquanto “Amiga,” flerta com o tecnobrega.
Em crítica publicada pelo G1, Mauro Ferreira avaliou o álbum com três estrelas e meia de cinco. Para o jornalista, o trabalho reativa a identidade punk de Pitty, mas também transmite a impressão de um recuo em relação à expansão sonora apresentada em “Matriz”.
Fonte: G1