Ir para o conteúdo

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

CINEMA

Karim Aïnouz diz que interesse do elenco facilitou escalação em “Rosebush Pruning”

Karim Aïnouz afirma que o interesse de Elle Fanning e Callum Turner pelo roteiro facilitou a escalação em “Rosebush Pruning”.

Compartilhe
WhatsApp

O diretor cearense Karim Aïnouz afirmou que o interesse de Elle Fanning e Callum Turner pelo roteiro facilitou a escalação dos atores em “Rosebush Pruning”, seu novo filme internacional, que estreou nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (15).

Em entrevista ao g1, Aïnouz contou que já desejava trabalhar com os dois artistas. Segundo o cineasta, Fanning chegou a almoçar com ele e disse ter se identificado com a personagem Martha, uma estrangeira que provoca mudanças na família retratada na história.

Ambientado na Catalunha, o longa acompanha uma família americana rica e excêntrica, formada por irmãos preocupados com aparências e pelo pai cego e dominador, interpretado por Tracy Letts. A estrutura familiar entra em colapso quando Jack, vivido por Jamie Bell, anuncia que deixará os parentes para viver com Martha.

O elenco também reúne Riley Keough, Lukas Gage, Jamie Bell, Elena Anaya, Tracy Letts e Pamela Anderson. A produção estreou após participar da 76ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim.

Aïnouz disse que desenvolveu o projeto durante a pandemia a partir de uma sugestão do produtor Michael Weber, com quem havia trabalhado em “Praia do Futuro” e “Motel Destino”. A proposta era criar uma nova versão de “De Punhos Cerrados”, filme italiano de 1965 dirigido por Marco Bellocchio.

Para o diretor, “Rosebush Pruning” mantém uma relação temática com trabalhos anteriores ao abordar um patriarca que controla a família de forma semelhante à dominação exercida por um governante sobre um país. A sátira também permitiu tratar de temas como riqueza, isolamento e relações familiares abusivas com situações absurdas e humor desconfortável.

O filme tem fotografia de Hélène Louvart, colaboradora de Aïnouz em “A Vida Invisível”, e trilha sonora de Matthew Herbert. O cineasta afirmou que buscou preservar sua forma de trabalhar com atores, música e cores mesmo em uma produção internacional.

Depois de “Rosebush Pruning”, Aïnouz prevê desenvolver outros dois projetos internacionais. Um deles, com o título provisório de “Neon River”, será ambientado parcialmente no Japão.

Fonte: g1

Leia também