Pitty lançou nesta sexta-feira (16) o álbum “Pitty”, seu sexto trabalho solo de estúdio, em plataformas digitais e em edição de LP pela gravadora Deck. Produzido por Rafael Ramos em parceria com a cantora, o disco retoma elementos do punk rock e incorpora referências de metal, pop contemporâneo e música eletrônica.
O repertório é inteiramente assinado por Pitty e aborda temas pessoais como separação, maternidade, autoestima e relações familiares. A faixa “Álbum de casamento”, por exemplo, trata das dores de uma separação, enquanto “Cuidada” estabelece um acerto de contas póstumo com a mãe da artista.
Entre as faixas de maior peso estão “Não à deriva”, próxima do stoner rock, “Desobediente”, que se aproxima do metal, e “Armadura”, marcada pela presença das guitarras. O álbum também reúne participações e colaborações de Nave e Felipe Vassão na produção de algumas músicas.
O disco alterna a sonoridade roqueira com experiências eletrônicas. “Pileque de poeta” se aproxima do pop voltado para a pista, enquanto “Sobriedade seletiva” combina elementos de punk-disco e house.
As faixas mais desaceleradas ampliam o caráter melódico do trabalho, segundo a crítica. Em “Caminhada”, Pitty aborda a sororidade feminina, e “Nó”, que encerra o álbum, trata da ideia de recomeço.
O lançamento ocorre sete anos depois de “Matriz”, álbum de 2019 no qual a cantora havia ampliado sua sonoridade ao combinar o rock com referências de sua origem baiana. Na avaliação do crítico Mauro Ferreira, o novo disco recupera a identidade punk da artista, mas também sugere um recuo em relação à expansão sonora do trabalho anterior.
Fonte: g1