Pesquisa da Smollan aponta que 76% dos consumidores brasileiros já viram um produto em uma loja física e depois compraram pela internet. O levantamento foi realizado em agosto de 2026, com 1.828 consumidores de 156 cidades em 25 estados.
O comportamento, conhecido como showrooming, faz parte de uma jornada de compra que combina os ambientes físico e digital. Segundo a pesquisa, 81% dos entrevistados disseram pesquisar na internet antes de comprar em uma loja física, enquanto 87% afirmaram já ter entrado em uma loja para adquirir um produto e saído com outro.
Apesar do avanço do comércio eletrônico, a loja física ainda influencia a decisão de compra. Ver o produto pessoalmente foi apontado por 46,1% dos participantes como motivo para visitar um ponto de venda, e 29,2% citaram a possibilidade de sair da loja com o item em mãos.
A preferência pelo canal varia conforme a categoria. Para comprar carne, 93,4% preferem lojas físicas; entre os consumidores de hortifrútis, o índice chega a 92%. Já no segmento de eletrônicos, 39,6% optam pela loja física, 39% alternam entre os canais e 22% preferem comprar pela internet.
O preço foi citado por 77,7% dos entrevistados como fator importante na decisão de compra, seguido pelas promoções, mencionadas por 61,1%. Marca, disponibilidade do produto e atendimento apareceram com 41,1%, 23,2% e 20,6%, respectivamente.
A falta de produtos também aparece como um obstáculo para o varejo. De acordo com o levantamento, 57% dos consumidores já desistiram de uma compra em uma loja física por não encontrar o item procurado, e 27% apontaram a disponibilidade como o aspecto que mais precisa melhorar nas lojas.
Para a Smollan, os canais físico e digital não precisam competir. A integração de estoques, informações de entrega e atendimento pode permitir que o consumidor pesquise on-line, conheça o produto na loja e escolha o canal mais conveniente para concluir a compra.
O cenário tem levado varejistas a rever custos, formatos de loja e operações logísticas. Unidades menores, integração com centros de distribuição e modelos voltados à entrega são algumas das alternativas adotadas para manter a presença física sem deixar de acompanhar a expansão do comércio eletrônico.
Fonte: g1